Sem Regadio não existe agricultura competitiva em Portugal
[ 27-03-2012 ]
A análise da situação de seca que assola Portugal foi um dos principais temas abordados durante a Assembleia Geral da Anpromis que reuniu no passado dia 20, terça-feira, em Lisboa. Em debate estiveram também as medidas de apoio ao Regadio e o incremento da cultura de milho em 2012.
A situação actual, que coloca cerca de 68% do território nacional em situação de “seca severa”, tem-se revelado extremamente preocupante para os agricultores dado afectar, não só as culturas de outono/inverno, como também, o cultivo das culturas de primavera/verão, entre as quais o milho, em vastas áreas do nosso território.
No entanto, apesar das adversidades do clima Luiz Vasconcellos e Souza, Presidente da Anpromis, refere que «é importante não esquecer que segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), e contrariamente à ideia generalizada de que há escassez de água no nosso país, estima-se que, anualmente, em Portugal sejam utilizados, por todos os sectores, apenas 20% dos recursos totais disponíveis, de águas superficiais e subterrâneas. Analisados os dados, acreditamos que existe em Portugal condições para fazer das culturas de regadio um eixo estratégico de desenvolvimento da nossa agricultura».
Apesar de reconhecer que as condições climatéricas actuais constituem uma preocupação para muitos sectores - em especial os cereais de outono/inverno e a agro-pecuária – as culturas de regadio acabam por ser menos afectadas pela disponibilidade de reservas de água existentes, sobre tudo em regadios colectivos. «Para a fileira do milho a principal prioridade passa por ......ver mais


